domingo, 11 de abril de 2010

Doce Deleite


O que se passa na cama - Carlos Drummond de Andrade

(O que se passa na cama é segredo de quem ama)

É segredo de quem ama
não conhecer pela rama
gozo que seja profundo,
elaborado na terra
e tão fora deste mundo
que o corpo, encontrando o corpo
e por ele navegando,
atinge a paz de outro horto,
noutro mundo: paz de morto,
nirvana, sono do pênis.

Ai, cama canção de cuna,
dorme, menina, nanana,
dorme onça suçuarana,
dorme cândida vagina,
dorme a última sirena
ou a penúltima… O pênis
dorme, puma, americana
fera exausta. Dorme, fulva
grinalda de tua vulva.

E silenciem os que amam,
entre lençol e cortina
ainda úmidos de sêmen,
estes segredos de cama.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Entrelinhas


"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que..." (Caetano Veloso)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Histórias de Quinta



"Fêmea no Cio" 

Todas as manhãs eu corria. Aliás, corro. Corro religiosamente todos os dias por volta das seis às sete. Sempre é bom. Prazeroso. Diversas pessoas cruzam meu caminho. Mais homens que mulheres. O local é belo, repleto de árvores. Enfim, cenário perfeito para o bem estar.
Naquela manhã de sábado tudo parecia estar diferente. Saí de casa e o tempo não estava aberto, meio nublado. Caminhei e todavia eu estava me preocupando... Creio que os costumeiros passantes que por ali se exercitavam não haviam ido, visto que o tempo de nublado já se mostrava negro. Pingos começaram a cair. Continuei, temerosa, mas fui e a implacável chuva caiu.
Eu estava vestida com camiseta branca, um short não muito curto e preto, tênis, meias, enfim... O normal. Com a chuva comecei a me preocupar mais ainda com a transparência da camiseta que era justa, para firmar meus seios (não que precisem, pois são médios e perfeitos num contexto de um corpo que tem 54 kg divididos em 1,70m) para uma melhor corrida, e uma espécie de top, mais justo ainda, também branco, por baixo.
E cai chuva... Cada vez mais forte - molhada!... Meus seios ficaram à mostra...
Surgiu do meio do nada repleto de árvores um rapaz. Aparentava ser mais jovem do que eu com meus 27 anos. Deduzo que uns 21 anos, muito. Ele estava com uma calça mais justa, um pouco rasgada, meio suja. Parecia ser um trabalhador rural. Tinha braços fortes, vestia uma camiseta que um dia havia sido branca, pois já estava amarelada. Usava botas, estavam repletas de barro. Pude perceber o quão era forte pelo efeito molhado que a chuva provocou também em sua camiseta... Vinha em minha direção. Lado a lado. Percebi que ele me fitava com os olhos... Culpa da camiseta transparente, aposto!
- Tá choveno muito, ocê não deveria tá aqui. - Sorri somente. Não só pelo português ineficiente, mas por perceber quão belo era aquele homem de aparência tão rude.
- A senhora num tá com medo não? - Outra vez sorri, mas parei, o fitei.
- Estou. Mas não tenho o que fazer. Como diz o ditado: se eu ficar o bicho pega, se eu correr o bicho come. Não tem onde me esconder aqui, ou tem?
Naquele momento parece que o céu começou a desabar sob nossas cabeças. Um trovão forte soou acompanhado de um assustador clarão, o que me fez dar um pulo em direção ao rapaz. Ele segurou em meu braço com sua mão forte.
- Vêm comigo. Tô fazeno um serviço aqui na região. Mexo com gado, cavalo e tem uma cabana aqui perto, é ruim, mas é onde eu descanso ou me escondo das trovoadas.
Sem saber o que fazer sorri novamente e o segui. Durante o trajeto percebi que o rapaz não tirava os olhos da minha camiseta molhada. Eu também não conseguia deixar de observar o quanto aquele homem simples e rude era gostoso. Comecei a fantasiar coisas...
Chegamos na cabana, ficava ali perto mesmo, do asfalto dava para vê-la. Sempre vi e pensei que era abandonada. Dentro não tinha muita coisa. Uma mesa feita è mão, duas cadeiras velhas. Um rádio antigo, paredes rachadas. Um colchão no chão, fogão a lenha, tudo muito antigo, rude,... Surreal? Nem um pouco... Havia uma garrafa de aguardente sobre a velha mesa.
- Quer um gole? A senhora deve tá com frio. Sei que ocê num deve tá acostumada com essas coisas, mas é bom pra esquentar e pra num gripar.
Mais uma vez sorri, só que agora fazendo que sim com a cabeça. Logo ele me serviu e também se serviu. De fato eu estava com frio, até batendo queixo, pois estava muito molhada; a chuva ainda não havia parado.
Sentados ficamos, tomando aguardente e nos olhando, frente a frente.
- Tenho uma toalha aqui, dentro do banheiro ali atrás, vou pegar pra senhora se aquecer. - E lá foi ele pegar a toalha pra mim. Minha cabeça não parava de fantasiar coisas. Aquela mão grande, quando pegou em meu braço, me fez estremecer. Eu já estava muito curiosa com o resto. O efeito da famosa cachaça começou a ser feito...
- Pronto, tá aqui. - Ele veio colocando a toalha sobre minhas costas. Segurei em suas mãos e falei.
- Não precisa me chamar de senhora, me chame de você. - Timidamente ele sorriu, tirou as mãos que haviam descansado sobre meu ombro, e se sentou novamente. Olhei fixamente para aquele homem. O desejei como nunca havia desejado outro. Sempre fui fogosa, e naquele momento tudo, até a chuva, estava me excitando.
- Qual o seu nome?
- Pedro. E o da senhora? Opa, desculpa, e o seu?
- Meu nome é Ana. Pedro, se importa se eu fizer algo para me aquecer melhor?
- Claro que não, a senhora... Opa, desculpa dona Ana. Eita, não! Desculpa Ana, pode fazer o que ocê quiser.
Sorri maliciosamente. Tirei a toalha das costas. Minha roupa estava encharcada. Ficando com aquela roupa molhada realmente adoeceria. Tirei o tênis, a meia... Ele me olhava. Pude perceber que engolia vez ou outra, além de seu peito mexer mais forte. Aquele homem delicioso estava tímido, e ofegante, bem ali na minha frente. Continuei... Tirei a camiseta. Ele arregalou os olhos... Fiquei de pé.
- Se importa se eu continuar, Pedro?
- Não, não. Eu tô até gostano, tá bunito demais de se ver...
Retirei o short. Fiquei ali, de pé. Calcinha branca também molhada, por fora e por dentro, e somente de sutien.
- É, eu estou muito molhada... - Percebi que ele já me comia com os olhos. Um volume se fazia naquela calça justa. Me aproximei mais dele. Abaixei uma alça do sutien, depois a outra... Ele salivava, engolia, lambia os lábios. Cada movimento rude e simples daquele homem me deixava cada vez com mais tesão. Tirei o sutien por completo. Cheguei mais perto dele ficando entre suas pernas já abertas (daquele jeito que só os homens sentam). Ele, já boquiaberto, só me olhava e desejava. Segurei em suas mãos as colocando sobre meus seios que já saltavam há tempos...
- Vem, me faz tua!
Ele apertou meus mamilos. E foi me puxando... Meus seios ficaram na altura de sua boca, com ele ainda sentado. Era um homem além de muito forte, grande... Começou a me chupar deliciosamente... Eu já escorri... Ele me chupava os seios e ia descendo até minha barriga, voltava novamente, me chupava mais. Abaixei um pouco e beijei sua boca. Aquele sabor de aguardente me deixou mais louca ainda.
- Aí, continua... Desde que te vi estou louca pra ser comida por você...
Ele desceu por minha barriga apalpando minhas nádegas. Pude perceber sua respiração forte e ofegante por sobre minha calcinha. Ele mordia de leve meu tecido molhado... Nestas mordidas dava alguns beliscões com os lábios em minha vagina sedenta por sexo. Suas mãos passeavam por minhas nádegas... Até que desceram, percorrendo meus glúteos já por dentro da calcinha... Enquanto eu só sentia sua respiração ali, me mordendo bem leve.
Neste momento eu já estava quase gozando... Gemia feito uma louca. Mais parecia uma fêmea no cio mesmo. Até que ele, mais forte... Retirou minha calcinha bruscamente com a boca. Me deu uma cheirada que... nossa! Parece que naquele momento o homem enlouqueceu... Foi como se um cão tarado por sexo tivesse sentido sua tão desejada cadela no cio!
Fui literalmente comida! Abocanhada! Ele caiu de boca em mim. Com força. Naquele momento o homem simples e tímido deu lugar ao selvagem e rude. Eu escorria muito, ele lambia, me sugava, com força. Parecia uma máquina. Sua língua me invadia... Eu gemia cada vez mais, mais alto. Estava adorando aquela força toda. Aquelas mãos grandes e fortes que puxavam minhas nádegas em sua direção. Parece que ele queria me penetrar com a boca inteira, com a cabeça toda! E foi assim... De repente, sem mais, ele se levantou me beijando alucinadamente.
- Sua vadia, você quer ser comida, né?
Abriu o zíper da calça e abaixou um pouco. Fiquei assustada, apesar de louca de tesão, quando vi aquele pênis enorme saltar pra fora, o maior que já vi... Grosso, muito grosso, uns 22 cm de muita veia saltitante, e uma cabeça assustadora.
Fortemente ele me segurou pelos braços. Fui levantada para o alto já chegando perto da mesa velha da cozinha. Lá ele me sentou sobre a mesma, era muito alto, como já falei. Abriu minhas pernas com muita força e brutalidade, senti certa dor, mas estava tomada pelos instintos mais primitivos... Comecei então a acariciar aquele lindo abdômen forte, queria vê-lo sem camisa, mas ele logo me empurrou sobre a mesa mandando que eu ficasse quieta.
- Fica aí, sua vaca, agora você vai ter o que merece!
Quando dei por mim, aquela cabeça enorme de pau estava apontada na minha direção. Sem pena nem dó ele o encostou em mim, em minha vagina, forçando a entrada. Pensei que seria cuidadoso pelo tamanho, mas não. Quando vi já estava todo dentro de mim. Dei um grito, pois doeu, mas como falei, o prazer era maior... Comecei a gritar e gemer feito louca. Era uma mistura de dor e desejo. Ele parecia uma máquina de sexo. Ficou socando, socando forte... Parece que estava fazendo amor com uma égua, ou algum animal qualquer... Na realidade acho que era assim que ele estava me encarando naquele momento.
... Segundos, minutos, bombando dentro de mim feito um louco. Não perdi a oportunidade e apertei, engoli com a buceta e senti cada centímetro daquele pau maravilhoso dentro de mim. Resolvi ser surreal e vestir o personagem, fui uma égua, vaca, cadela, puta, vadia e tudo o mais, e estava adorando... Fui fodida de maneira gostosa e forte, como nunca havia sido. O homem não gozava, e parecia querer mais... Socou mais, mais, mais forte... Sentia ele tocar meu útero... E hum, era maravilhoso!
Até que... Depois de muita dor, muito prazer, muita estocada... - Gozei como nunca! - Ah! Uma fêmea de verdade... Ele se acalmou após perceber que eu havia gozado, mas não sossegou. Novamente me pegou com força me jogando no tal colchão velho que estava no chão. Eu estava cansada, caí de costas. Ele tirou a calça, a camiseta... Pude ver aquele abdômen que tanto queria. E veio por cima de mim... Me pôs de quatro. Eu nunca havia dado por trás... Estava louca, cadela,...
- Vai, sou sua, já falei! Come esta sua vaca todinha, como quiser...
Ele me invadiu por trás. Arrombou literalmente. Antes enfiou o dedo, mas com tanta força, tão rápido... O pau dele estava molhado por meu gozo, isso facilitou a penetração. E foi... Entrou de uma vez só... Mais estocadas, mais forte... Achei delicioso, arrebitei a bunda pra trás, fechei os olhos, e deixei vir o prazer... Mexi os quadris, rebolei, queria ver aquele homem gozar muito dentro de mim... Vai e vem... Sem parar... Hum... Soca! Mais, mete na tua puta... Assim! E foi... Ele gozou dentro de mim. Senti todo aquele sêmen a me invadir, me aquecer, me possuir... Me comer! O belo homem desabou sobre minhas costas com aquele abdômen definido e peludo... O pênis ainda dentro de mim. Ele já estava mais calmo, tirou devagar. Logo se deitou ao meu lado...
- Sempre te vejo correndo por aqui.
- É? Mas eu nunca te vi...
- É. Sempre quis conversar com você, mas ficava sem graça. Na realidade eu sempre soube que você era faminta por sexo...
- Hum, isso é verdade.
- Tenho uma fazenda aqui perto. Estava trabalhando na roça, faço veterinária e gosto de cuidar diretamente dos animais que crio.
- Ah, é? Oras, mas seu vocabulário...
- Ruim, não? Sempre me interessei por você. Quase todos os dias eu vou ao banco onde você trabalha, vestido de maneira social, te olho, mas você nunca me nota...
- Seu danado! Nunca percebi mesmo...
- Pois então. Hoje resolvi fantasiar com você. E daqui pra frente eu serei o que você quiser!
- Hum, é mesmo?
- É sim, peça!
- Então agora quero que seja minha mamadeira...

A Mulher

Conto originalmente publicado na Casa dos Contos

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Devore-me


Vai e Vem

Descrição: O parceiro senta-se de pernas cruzadas e a mulher senta-se de frente para ele em seu colo, passando as pernas em volta da cintura. Então, começam a balançar para a frente e para trás bem devagar, aumentando o ritmo do movimento à medida que forem se aproximando do orgasmo.

Vantagens: Essa posição estimula o clitóris o tempo todo, e a parceira pode jogar o corpo para trás e masturbar-se durante a penetração, aumnetando ainda mais o prazer.

Desvantagens: Não há.

Tay

terça-feira, 6 de abril de 2010

Plenos Prazeres


A dica de hoje é um livro de Sacher-Masoch, chamado "A Vênus das Peles"...

Escrito em 1870, o livro marca a estreia da série Erótica lançada pela Editora Hedra, e cujo objetivo é consolidar um catálogo de literatura erótica e pornográfica em língua portuguesa ainda pouco conhecida do público brasileiro. Em A Vênus das Peles, traduzida por Saulo Krieger diretamente do alemão, é abordado com ousadia e coragem a história do relacionamento do casal Severin e Wanda, num contrato que prevê explicitamente o papel de cada um ‒ ele no de escravo e ela como tirana ‒ além da exigência de que a fêmea deveria cobrir-se de peles ao açoitá-lo. O autor produziu essa e outras obras marcadas pela reflexão sobre o amor e os limites confusos que separam o senhor do escravo. Foi a obra de Sacher-Masoch que deu origem ao termo masoquismo.

Eu recomendo!!!

Tay

domingo, 4 de abril de 2010

Doce Deleite


Desejos - Eduardo Baqueiro

Há uma chama que incendeia meu sexo...
Um fogo alimentado de saudades de teu corpo.
Sou safada! Sim, do jeito que você sonha.
Do modo que me sinto bem...
Contigo na cama sou o que você desejar.
Minha pele clara namora tua pele morena...
O suor que sai da nossa pele se mistura como um tempero irresistível...
É um vício que não consigo resistir!
Não sei se te domino ou sou dominada...
Não importa! Sei apenas que me satisfaço entrelaçada nos seus braços, enroscada nas tuas pernas e penetrada pelo teu sexo...

Homem que me pertence em segredo, venha me ver esta noite!
Venha satisfazer esta minha vontade!
Tua menina está molhada de desejos.
Querendo seus beijos, teus carinhos e teu sexo.
Vem amor! deixa de fazer hora! Vem satisfazer tua menina que, hoje, está mais para loba...
Hoje serei a mulher mais safada que já teve...
Faça de mim seu bicho de estimação.
Me prenda nos seus braços e me aperte, deixa-me satisfazer todas minhas vontades.
Apaga meu fogo que queima sem parar...
Meu quarto está vazio sentindo tua falta!
Somente tua presença pode afagar meus desejos.
Vem, safado, satisfazer tua menina sedenta que não vive mais sem você!
Que vive somente para você! Vem!...

sábado, 3 de abril de 2010

Glossário do Sadomasoquismo - Parte 4



181 - Relho: Chicote de couro de cabo curto.

182 - Riding Crop: Também conhecido como chicote de equitação. É um instrumento fino, flexível, com cabo rígido em uma das extremidades e fios de couro na outra ponta.

183 - Rimming: É o ato de beijar ou lamber o ânus pelo prazer, estimulação ou com o objetivo de relaxar o esfíncter para práticas anais.

184 - Sadismo: Perversão caracterizada pela obtenção de prazer sexual com a humilhação ou sofrimento físico de outrem.

185 - Safeword: É uma palavra de segurança usada no BDSM para interromper uma cena quando o limite físico ou psicológico do submisso é ultrapassado. O código normalmente é combinado antes do jogo ter início.

186 - Scat: Prática de manipular ou ingerir fezes. Em relações de dominação/submissão, consiste em defecar sobre o parceiro ou fazê-lo ingerir as fezes.

187 - Separador de Pernas: Acessório feito de madeira ou alumínio cujo objetivo é separar as pernas do (a) escravo (a).

188 - Silver Tape: Fabricada em polietileno na prata e trama de algodão com adesivo de resina e borracha é muito utilizada para fins de imobilização ou privação dos sentidos.

189 - Simforofilia: Indivíduo que se excita ao ver ou imaginar um acidente e observar suas consequências.

190 - Smell Feet: Denominação dada na podolatria para o prazer em sentir o cheiro dos pés.

191 - Snuff: Trata- se de um fetiche por imagens cinematográficas cujo conteúdo envolve tortura, sexo e assassinato.

192 - Somnofilia: Excitação obtida quando o individuo desperta um desconhecido através de carícias eróticas ou atos sexuais sem uso de força física.

193 - Spanking: Definição do ato de bater no BDSM. Castigo físico que pode ser traduzido em formas de palmadas, com o uso de chicotes, chibatas ou acessórios semelhantes. Não pode ser visto como uma mera pancadaria. É um componente da relação que visa o prazer mútuo, mesmo que na forma de punição da submissa. 

194 - SSBBW: Sigla de "Super Size Big Beautiful Woman", é um fetiche por mulheres super gordas. 

195 - Stalking: Ato de vigiar e seguir uma pessoa que é foco do desejo.

196 - Stone Butch: São lésbicas que não permitem que suas parceiras a toquem na relação sexual, extremamente devotadas no prazer oferecido, mas impenetráveis no toque sexual.

197 - Strap-on: Acessório utilizado para penetração anal nas relações Domme/escravo. Normalmente é feito de material sintético e preso ao corpo por um cinto.

198 - Sub Alfa: Em relacionamentos onde um Dominador possui mais escravas, uma submissa pode conquistar diante das outras uma posição de mais respeito.

199 - Submissão: Disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação, docilidade, obediência, subalternidade. No BDSM é a posição do bottom.

200 - Subspace: Termo inglês que indica o estado de êxtase gerado pela liberação da endorfina.

201 - Sucção: Seringa hipodérmica adaptada para sucção dos mamilos ou do clitóris.

202 - Supportive Opposite: Denominação dada as companheiras ou esposas que incentivam ou "montam" seus companheiros para a prática do crossdresser.

203 - Suspensão: Técnica de bondage em que a pessoa imobilizada é suspensa parcial ou totalmente do chão. Pode ser por pontos fixos ou por meio de roldanas.

204 - Suture Play: Jogos que envolvem suturas pelo corpo em formato de zíper.

205 - Switcher: Indivíduo que sente prazer tanto dominado quanto sendo dominado, normalmente com parceiros diferentes.

206 - Tafefilia: Excitação sexual ao sentir-se ou imaginar-se sendo enterrado vivo.

207 - Tickling: Tortura através de cócegas pelo corpo.

208 - Tongue Split: É um fetiche de modificação corporal que consiste em contar-se a língua, deixando-a dividida. 

209 - Top: Definição daquele que está em posição de dominação. 

210 - Tornozeleira: Acessório usado nos tornozelos para fins de imobilização.

211 - Trampling: Normalmente utilizado em podolatria, essa prática consiste em pisar no submisso. 

212 - Transvestismo Fetichista: Quase exclusiva de homens heterossexuais, consiste no uso eventual de roupas do sexo oposto para obter satisfação sexual.

213 - Tributo: No universo BDSM refere-se ao valor pago por um submisso à uma Dominatrix por serviços prestados.

214 - Tricofilia: Atração sexual por cabelos e/ou pelos.

215 - Tripsofilia: Indivíduos cuja excitação é desencadeada através de massagens.

216 - Tripsolanofilia: O mesmo que tripsofilia.

217 - Troilismo: A excitação é proporcionada ao observar-se o (a) parceiro (a) com uma terceira pessoa em uma relação erótica ou sexual. O termo vem do francês, trois, três.

218 - Urofilia: Prazer relacionado ao ato de urinar, receber ou beber urina do parceiro. Em alguns casos a urina é depositada no ânus ou na vagina. Termos utilizados: Ondinismo Urolagnia ou Chuva Dourada.

219 - Urolagnia: O mesmo que Urofilia.

220 - Vampirismo: O mesmo que necrofilia.

221 - Velas: Forma de tortura no BDSM onde a parafina derretida é derramada sobre o corpo do submisso. 

222 - Verdugo: Indivíduo que inflige maus tratos, carrasco.

223 - Vergalho: O mesmo que Nervo de Boi.

224 - Voyeurismo: É o prazer sexual obtido pela observação de outras pessoas seminuas, nuas ou em relações sexuais, normalmente sem o conhecimento dos envolvidos.

225 - Wannabe: Indivíduo cujo fetiche implica em amputação de seus próprios membros. Tem a fantasia de tornar-se deficiente físico.

226 - Waterboarding: Técnica de tortura que consiste em jogar água no rosto da vítima imobilizada causando afogamento.

227 - Xis: Nome dado à cruz em forma de "x" que Santo André, um dos apóstolos, morreu amarrado durante o reinado de Nero.

228 - Yin-Yang: O diagrama simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico, e foi fonte de inspiração para a evolução do simbolo do BDSM. 

229 - Zelofilia: Excitação sexual relacionada ou associada ao ciúme.

230 - Zentai: É um macacão, usualmente feito de elastano, que cobre o corpo em sua totalidade.

231 - Zonas de Spanking: Áreas onde os indivíduos são golpeados para sentir e/ou proporcionar prazer.

232 - Zooerastia: O mesmo que Zoofilia.

233 - Zoofilia: Forma de obter prazer sexual com animais.

Glossário publicado originalmente no Portal Senhor Verdugo

Tay

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Entrelinhas


"A vida é uma grande sedução onde tudo o que existe se seduz" (Clarice Lispector)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Histórias de Quinta

 
"Tia Dafne" 

Estávamos em uma boate qualquer, o som estava alto, as pessoas estavam dançando, interagindo. As luzes formavam um caleidoscópio extasiante e, de tempos em tempos, uma cortina de fumaça cobria a pista de dança. Eu observava aquele cenário com certo desinteresse, como se não fizesse parte dele, mas, ao mesmo tempo, eu queria gravar tudo o que estava acontecendo. Dafne, uma garrafa de tequila e eu... Isso era o meu mundo naquele momento.
Gosto de me manter sóbria, mas ela havia insistido tanto para que eu a acompanhasse na tequila, simplesmente não pude resistir. Afinal se ela já me descontrolava naturalmente, que mal poderia haver? Eu bem o sabia, mas optei por iludir a mim mesma.
Sua eloqüência era característica nata. Desde que nos conhecemos, eu não conseguia dizer “não” para aqueles olhos lindos, que, de tão enigmáticos, eu não conseguia decifrar nem a cor. Era namorada de meu tio. Tinha vinte e sete anos, impecavelmente educada e muito atraída por ciências exatas. Quando a vi pela primeira vez, senti que já a conhecia. “Deve ser de outra vida”, supôs Dafne.
Sempre odiei vê-la como parenta. Meu tio, durante um almoço familiar, sugeriu que eu a chamasse de “tia Dafne”. De imediato, minha vontade foi quebrar uma garrafa de vinho em sua face. Não só pelo fato de considerá-lo um calhorda, mas por ter me sentido extremamente estranha com aquela possibilidade.
A aparência de Dafne, de fato, chamava a atenção. Tinha cabelos castanho-claros, não muito compridos, com algumas mechas loiras espalhadas por entre os fios. Os lábios rosados quase sempre carregavam um sorriso irônico, como se ela pudesse enxergar todos os nossos defeitos e rir-se deles. Mas seus olhos nunca pareciam os mesmos. Eu era enlouquecida por seus olhos. Ninguém, no mundo, os tinha tão lindos.
Ali, naquela danceteria, eu sentia uma estranha sensação de liberdade. Éramos duas anônimas no meio de tanta gente. Eu não precisava disfarçar quando meus olhos caíam em seu decote, ou desviar de seu toque, temendo que alguém pudesse notar minha reação. Ela trajava um vestido preto, não muito curto, não muito longo. Sua barra roçava na metade das coxas, deixando-me invejada por tamanha regalia. O decote em V era um pouco mais atrevido, privilegiava seu colo bonito e os seios firmes. Quando ela dançava, eu me perguntava se ela dançava por causa da música ou a música só estava tocando por causa dela. Dafne esbanjava sensualidade, era como se estivesse nua. As curvas de seu corpo se destacavam por entre as das outras mulheres e ela, com uma lascividade quase que inconsciente, movia o corpo conforme o ritmo do som... e do pulsar de minhas veias. Suada, com o cabelo preso em um elástico e a franja rebelde caindo-lhe sobre o olho, ela veio até mim.
- Vamos? – perguntou enquanto jogava, graciosamente, a franja para trás
Ao tentar levantar, senti o efeito da bebida. Tonteei por alguns instantes e apoiei-me em seus ombros. Dafne era toda risos, encantando-me com as covinhas de suas bochechas.
- Melhor tomarmos um táxi. – disse ela
- Primeiro você precisa me ajudar a sair daqui. – respondi, rindo
Ela envolveu minha cintura com um dos braços e apoiou um dos meus em seu pescoço. Cruzou os dedos com os meus e fomos, abraçadas, até a porta de saída. Minha tontura não era mais culpa exclusiva da tequila. Senti o tom macio de sua pele e percebi o quanto seu rosto estava próximo do meu. Estremeci.
Ao entrarmos no táxi, deitei a cabeça em seu ombro. Seus dedos passeavam por entre os fios de meus cabelos e eu tentava decifrar-lhe os pensamentos, sentindo seu perfume. O motorista olhava-nos pelo espelho retrovisor com estranheza, seus lábios expressavam um sorriso malicioso. Ignorando-o, Dafne debochou:
- Desculpe-me, se eu soubesse que você era tão fraquinha para bebidas, não teria insistido. Esqueci que você é um bebê.
- Tenho dezenove anos, não sou criança. Além do mais, não bebi só por sua causa. – menti
Dafne gargalhou, desacreditando em minhas palavras. Sua risada era tão agradável que eu evitei falar até que ela parasse por completo.
Após pararmos em frente à minha casa, onde ela também estava hospedada, descemos do carro e o motorista despediu-se:
- Boa diversão, garotas!
Trocamos olhares desconfiados e começamos a rir histericamente. Meu corpo balançava enquanto eu tentava equilibrar-me no salto do sapato. Eu não sabia se Dafne ria de mim ou do motorista. Eu não sabia nem do que eu mesma estava rindo.
Quando conseguimos retomar o controle, Dafne voltou a me abraçar pela cintura e caminhamos em direção à porta. Ao chegar perto da porta da casa, encostei-me em um pilar para tirar os sapatos, pois não queria acordar ninguém.
- O que será que ele estava pensando? – perguntou Dafne, referindo-se ao motorista, enquanto se aproximava para me ajudar
- O idiota deve ter pensado que você e eu somos namoradas. – respondi
Dafne soltou os cabelos passou a ajeitá-los com as pontas dos dedos.
- Por que idiota? Sou tão dispensável que você não consegue nem pensar na idéia de ficar comigo? – perguntou ela, rindo
Senti meu rosto começar a enrubescer e espremi o corpo contra a coluna que estava atrás de mim, querendo sumir.
- Não é isso. É que, tecnicamente, você é minha tia. – respondi
Ela arregalou os olhos azulados e aproximou-se mais.
- Então se eu não fosse “tecnicamente” sua tia, você...?
Meu corpo voltou a tremer e meu coração parecia querer pular de meu peito. “Por que ela está fazendo isso?”, perguntei-me. Dafne esperava, ansiosa, por uma resposta. Desconcertada, passei uma das mãos pelos cabelos e desviei os olhos. Puxando-me pelo queixo, ela fez com que nossos olhos se encontrassem. Suas sobrancelhas estavam erguidas e o habitual sorriso havia sumido de sua fronte. Como se tivessem vida própria, meus olhos desviaram-se para seu decote e, quase que imediatamente, voltei-os para seu rosto, assustada. O sorriso voltou a formar-se em seus lábios.
- Parece que a tia Dafne não é a única por aqui que está tendo pensamentos libidinosos. – sussurrou ela, colando seu corpo ao meu
Ela olhava-me, esperando uma atitude. Um turbilhão de pensamentos invadiu minha mente e eu optei por ignorá-los. Seu olhar me fazia isso. Eu não podia dizer “não” a ela.
Mergulhei em um perigoso universo tátil. Enquanto sua língua quente explorava cada canto de minha boca, suas mãos se agarravam em minha cintura. Abri os olhos por um instante e, sem interromper o beijo, observei-lhe os traços dos olhos que, agora, estavam fechados e tão próximos de mim. Senti uma imensa emoção tomando conta de meu corpo, como se o coração fosse explodir. Envolvi sua cintura com os dois braços e apertei-a com toda a força, querendo mostrar-lhe o caleidoscópio de sensações que estava habitando meu ser. Afundei o rosto em seu pescoço, respirando de forma descompassada.
- Você está bem? – perguntou ela, afagando meus cabelos
- Te quero tanto que até dói! – respondi
Dafne fez com que eu olhasse para seu rosto e disse:
- Você me tem aqui, agora.
“Ela não entendeu”, pensei. Ignorando minha própria decepção, voltei a puxar-lhe pela nuca e colar seus lábios aos meus. Minha mente remoia o pensamento de que tê-la por um instante seria melhor do que nunca poder tocá-la.
Sua pele roçando na minha fazia com que meus instintos falassem mais alto que a razão. Dafne segurou-me pelas bochechas e inclinou minha cabeça para trás, deixando meu pescoço à mercê de sua língua quente e escorregadia. Enrosquei-me a ela com pernas e braços. Seu quadril encaixou-se entre minhas coxas e suas mãos se atreveram por baixo de minha saia.
- Vamos entrar, vamos? – perguntou ela, entre sussurros, no meu ouvido
Arrepiei. Sem esperar por uma resposta, Dafne pegou os sapatos do chão e foi abrindo a porta.
Já dentro de casa, ela jogou o calçado para um canto e voltou a me puxar pelo braço. Senti-me como uma espécie de fantoche em suas mãos. Fomos cambaleando, trocando beijos, no escuro, até a escada. Caí sentada em um dos degraus e quase que imediatamente ela enlaçou-me com as pernas e sentou em meu colo. Minhas mãos subiram seu vestido e deslizaram pela curva da cintura. Eu pressionava os dedos contra a maciez de sua pele, querendo memorizar suas formas. Envolvi ambos os seios com as duas mãos e ela jogou a cabeça para trás, com a respiração descompassada. Seus quadris rebolavam suavemente e nem mesmo o incomodo dos degraus em minhas costas faziam com que meu fogo abrandasse. Quando lhe mordi o pescoço, ela deixou escapar um gemido que ecoou pela sala.
- Menina louca... Vamos para o quarto antes que eu comece a fazer um escândalo! – gemeu Dafne
Levantamos e subimos a escada em segundos. Ao chegar no corredor, acendi a luz e Dafne, entre risadinhas e sussurros obscenos, apertou-me contra a parede e, aumentando a esfregação em mim, disse:
- Que vontade de te foder aqui mesmo!
Arregalei os olhos, estupefata pelas palavras sujas que haviam saído de uma boca tão perfeita e delicada. Era a primeira vez que a ouvia falando um palavrão. Sorri. Olhei para a porta do quarto em que meu tio estava dormindo e senti uma estranha e intensa satisfação me consumindo. “Estou com a sua namorada, seu imbecil”, pensei.
Sem pensar duas vezes, troquei de posição com Dafne, jogando-a conta a parede. Levantei seu vestido e deslizei uma das mãos para dentro de sua calcinha. Estava doente de vontade de sentir sua umidade. Deslizei os dedos em sua boceta escorregadia e logo ela gemeu. Não resisti. Queria senti-la, sê-la. Escorreguei dois dedos para dentro dela, que imediatamente soltou um gemido mais grave, tapando a boca em seguida. Tentou desvencilhar-se de mim, mas segurei-a com força. Quase me descontrolei ao sentir a quentura de suas entranhas. Havia um vulcão em erupção entre minhas pernas e eu só pensava em possuí-la.
- Carol!... Você está... louca? – perguntou ela, pausadamente, entre gemidos
Ignorei suas palavras e passei fazer movimentos de vai-e-vem com os dedos. Dafne agarrou-se em minhas costas com as duas mãos, enquanto afastava ainda mais as pernas. Seus dentes ora cravavam em meu pescoço, ora mordiam meus lábios, em uma demonstração clara de descontrole. Aumentei a velocidade do movimento dos dedos. Outro gemido. Passei a sugar sua língua, seus lábios, seu pescoço... Mais gemidos. O suor brotava de seus poros e seus dedos engancharam-se entre os fios de meus cabelos.
- Você é louca... Louca! Não faz isso. – disse ela, puxando-me ainda mais de encontro ao seu corpo
Segurei-me para não rir de sua confusão. Parecendo esquecer-se de onde estava, ela começou a gemer descontroladamente. Colei minha boca na sua, tentando abafar os gemidos mais agudos. Quando ela anunciou que estava quase gozando, imediatamente parei. Tirei os dedos, que agora estavam absurdamente molhados, de dentro dela e tentei me afastar um pouco. Dafne puxou-me com força e passou a esfregar o corpo contra o meu.
- Por que você parou? – perguntou ela, entre gemidos desesperados
Nada respondi, apenas observei a forma com que ela se colava ao meu corpo. Por um instante, pensei que meu tio fosse acordar para ver o que estava acontecendo. Intimamente eu desejei que ele o fizesse. Ele não fez.
Voltei a concentrar-me em Dafne, que continuava a questionar a minha pausa. Na verdade, eu queria vê-la sofrer um pouco. Meu descontrole era culpa dela. Meu descontrole era culpa dela com ele. Por isso eu queria fazê-la implorar... E ela implorou. Com as próprias mãos, mostrou-me o caminho para voltar a comê-la. Ela não parecia mais a mulher madura e dona de si. Parecia uma puta. Uma bela de uma vagabunda implorando por prazer. Eu dei-o para ela. Tapei sua boca com a mão que estava livre e passei a fodê-la com força. Seu corpo parecia febril e tremia inteiro. Seus gemidos tornaram-se soluços abafados. Suas mãos agarraram-se no tecido de minha blusa e logo eu senti suas contrações em meus dedos e os espasmos percorrendo todo o seu corpo. Todo o prazer que ela estava sentindo, fluiu para meus dedos.
Suas pernas fraquejaram por um instante. O corpo ficou mole, como se estivesse bêbedo. Quando fui beijá-la, percebi o sorriso enorme que estava lhe enfeitando o rosto. Era a coisa mais linda que eu já havia visto.
Chamei-a para o quarto, ela apenas assentiu com a cabeça e me seguiu. Mal fechamos a porta e ela já estava se jogando para cima de mim, novamente. Sua boca estava mais faminta que antes. Seus olhos pareciam selvagens, devoradores, davam-me calafrios. Não foi nada delicada, empurrou-me na cama sem a menor cerimônia. Tirou o próprio vestido e minha blusa com uma velocidade exagerada. Passou a sugar meus mamilos e senti seus dentes roçando de leve, provocantes. Senti sua coxa encaixar entre as minhas e pressionar meu sexo. Ela sabia o que estava fazendo. Se eu não estivesse tão excitada, teria me perguntado onde ela havia aprendido. Sua língua contornava as auréolas de meus seios e os lábios envolviam os bicos intumescidos. Ora ela chupava com força, ora ela era mais suave. Sempre com sua conxa entre minhas pernas. Quando sua língua quente deslizou para meu umbigo, fui ao céu e voltei.
Desceu para meu ventre, arrancou minha saia, observou minha calcinha, que, nesta hora, já estava encharcada. Fez cara de safada e mordeu os lábios de leve. Afastou a peça íntima para o lado e assoprou meu clitóris, deixando-me arrepiada. Aproximou-se lentamente. Deslizou a língua delicadamente por toda a extensão de minha vulva. Mal dava para senti-la. Afastei um pouco mais as pernas, ansiosa por sua boca. Ela repetiu o movimento, ainda suave. Senti vontade de pegá-la pelos cabelos e esfregar seu rosto em meu sexo, mas me controlei. Na terceira vez, Dafne abocanhou meu clitóris de forma que parecia que queria arrancá-lo. Meu quadril levantou-se da cama, tamanha a sensação de prazer que ela me provocara. Ela pressionou a língua contra o meu ponto mais sensível e a movimentou repetidamente. Meus olhos reviraram-se e minhas mãos agarraram-se aos lençóis.
Parou por um instante e foi beijar-me. Senti meu gosto em sua boca e percebi a expressão de enorme satisfação em seu rosto. Senti uma de suas mãos deslizando por minha barriga e indo de encontro ao meu sexo. Meu corpo tremeu com o contato de seus dedos. Primeiro ela lambuzou-os com meu próprio líquido, para em seguida colocá-los em minha boca. Dafne mordia-me o lóbulo da orelha e o pescoço, enquanto sua mão voltava para meu sexo. Aproximou seus lábios dos meus, mas não me beijou. Ficou apenas me olhando.
- Sobrinha gostosa! – sussurrou, provocando-me
Quando pensei em refutar, senti seus dedos me penetrando. Enlouquecida, puxei-a pelos cabelos e passei a beijar-lhe os lábios. Meu corpo se deliciava com cada centímetro dos dedos de Dafne. Seus seios roçavam-se nos meus e sua ajudava sua mão a pressionar ainda mais minha boceta. Eu podia sentir seu hálito quente em meu pescoço e sua respiração pesada. Até o cheiro de seu suor era bom. Ela estava tão descontrolada quanto eu, gemia junto comigo, como se estivéssemos dividindo exatamente o mesmo prazer.
- Olha só o que você faz comigo – disse ela – Me deixa louca!
Um mar de sensações tomou conta de mim e meus gemidos se assemelhavam a gritos. Notando meu estado de fraqueza, Dafne levou os lábios até meu clitóris. A aspereza de sua língua parecia triplicar o meu prazer. As pontas de seus dedos, dentro de mim, massageavam minhas entranhas. Não demorou muito para que meu coração ficasse ainda mais descontrolado. Meus sentidos e hormônios ficaram enlouquecidos. Os gemidos tornaram-se verdadeiros urros de um animal no cio. Meu corpo levantou-se da cama e logo em seguida desabou. Meu corpo foi praticamente devastado por um orgasmo convulsivo, avassalador, intenso.
Praticamente inerte, fechei os olhos por um instante. Dafne deitou-se ao meu lado, com um largo sorriso, e espalhou beijos carinhosos por todo o meu rosto. Suas mãos acariciavam meu corpo suavemente.
- Você é linda, sobrinha. – disse ela
- Se não parar de me chamar de sobrinha, vou te dar um soco. – ameacei, entre risadas
Dafne riu junto comigo e eu me senti a pessoa mais feliz do universo, naquele momento. Ignorei o que viria a seguir e o que já havia passado. Só me interessava a sua boca, que já estava voltando a provocar-me arrepios. Apesar do cansaço, eu jamais negaria qualquer coisa a ela.
No dia seguinte, acordei com o barulho dos cachorros latindo. Ainda com a visão um pouco turva, olhei para o relógio e vi que estava quase na hora do almoço. Estiquei o braço para o lado e encontrei a cama vazia. Dafne já havia ido. Levantei após alguns minutos, com a mente dividida entre remorso e felicidade. Quando cheguei perto da porta, vi um papel branco no chão. Nele podia-se ler:
“Querida sobrinha,
Estou mortificada por não ter tido a chance de observar seus olhos despertando do sono gostoso em que você se encontrava quando saí, mas você pode imaginar os motivos que me impediram. Sinto-me pior ainda por não poder te acordar do jeito que eu queria. Vou dar-te uma dica: É a mesma técnica que usei para te fazer dormir. Prometo que compenso na próxima.
Beijos gulosos e sufocantes...
Tia Dafne”
[...]

C.R.

Conto originalmente publicado na Casa dos Contos