quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Histórias de Quinta


"Entre as pernas de Sofia"

Conheci Sofia no finalzinho das férias de janeiro, através de uma amiga. Essa amiga disse que Sofia estava se transferindo para a universidade em que estudávamos e procurava um lugar próximo para morar, mas não tinha achado nenhum que lhe agradasse e coubesse no orçamento. Assim sendo, a garota estava preocupada, pois as aulas começariam na semana seguinte e ela ainda não tinha se instalado.
Com a melhor intenção possível, disse à minha amiga que Sofia poderia ficar no meu apartamento, que tinha dois quarto e ficava perto da universidade, até encontrar um lugar para morar. Deixei bem claro que ela teria a maior privacidade e liberdade possível, pois eu estagiava durante o dia, estudava durante a noite e geralmente ficava com Ana durante os fins de semana. Minha amiga ficou muito agradecida, disse que no dia seguinte traria Sofia para me conhecer melhor.
Um dia depois, como havia prometido, minha amiga trouxe Sofia para eu conhecer, confesso que fiquei um pouco encantada com a garota. Seus cabelos ruivos e compridos, os olhos grandes e verdes, os lábios bem desenhados e vermelhos lhe davam um semblante de anjo inocente. Sua pele branquinha era coberta por algumas sardas que se espalhavam por toda a sua extensão. Era magra, alta, teria jeito para ser modelo se não fosse tão tímida. Nos gostamos de imediato e poucos dias depois ela já estava se mudando para meu apartamento.
Ela trouxe poucas coisas consigo, eu a deixei bem a vontade para arrumar o quarto como lhe agradasse. Fomos nos conhecendo melhor com o passar dos dias. As aulas recomeçaram e eu chegava bem tarde em casa, mas Sofia sempre estava me esperando.
Aproximadamente um mês depois de chegar em casa, Sofia achou um apartamento localizado um pouco longe do meu, mas exatamente o que ela queria: não muito espaçoso, mas aconchegante e perto da universidade. Fiquei muito feliz por ela, apesar de sentir um leve peso no coração, pois sabia que ia sentir falta de sua presença. Ela decidiu que se mudaria no domingo seguinte.
Na manhã de sábado, saí a passeio com Sofia, pois havia prometido que faríamos uma "despedida". Fomos de carro até uma cidade litorânea só para ver o mar. Fizemos compras e experimentamos todas as comidas típicas da região. Só voltamos para casa no final da tarde e ficamos descansando, pois a despedida se estenderia até o final da balada que tínhamos marcado de ir. Antes de sairmos de casa para ir para a tal balada, Sofia aparece na sala, absolutamente deslumbrante.
- Carol, me dá sua opinião sincera. Você acha que estou bonita? – perguntou ela, ansiosa pela resposta
Afirmei que ela estava linda. Por dentro, eu estava pensando que era a pergunta mais ridícula e óbvia que já tinha ouvido.
Fomos para a balada e voltamos por volta das duas horas da manhã. Quando chegamos em casa, um pouco alegrinhas por causa da bebida, cada uma foi direto tomar banho. Deixei a água massagear meu corpo como se tivesse tirando todo o meu cansaço. Acredito que tenha ficado meia hora debaixo do chuveiro. Quando voltei para a sala, Sofia estava sentada no chão, massageando os pés. Aproveitando o fato de ela ser estudante de fisioterapia, reclamei que estava com dor na área dos ombros. Muito prestativa, Sofia se ofereceu para fazer uma massagem. Mesmo sabendo do perigo que aquilo representava, aceitei a oferta. Dessa vez, Sofia sentou no sofá e eu no chão, entre suas pernas
- Quer que eu tire a camisola? – perguntei
- Não. – ela respondeu rapidamente
Sofia começou a massagear meu pescoço levemente, depois as mãos macias escorregaram para os meus ombros, massageando delicadamente, de uma forma que fazia meu ventre pegar fogo. A cada movimento que ela fazia, eu soltava um gemido baixinho, sentindo que não conseguiria me segurar por muito tempo.
- Deita no chão e agora tira a camisola para eu poder te massagear melhor – pediu.
Obedeci prontamente, tirando a camisola e o sutiã e me deitando de bruços, apenas de calcinha. Ela me massageou de uma forma deliciosa, suas mãos passavam por toda a extensão de minhas costas, me fazendo delirar com aquele toque. Quando Sofia começou a empregar mais força na massagem, não consegui me segurar mais. Pedi para que ela parasse e me virei, deitando de costas para o chão. Percebi que ela desviou os olhos dos meus seios e fixou o olhar no meu rosto.
- Passou a dor? – perguntou ela.
- Passou. Agora quero que massageie aqui... – respondi, levando as mãos dela até meus seios.
Sofia ficou meio sem ação quando viu que eu não estava brincando. Olhei fixamente para aqueles lindos olhos verdes e, sem dizer nada, me levantei e beijei-lhe os lábios com toda a delicadeza que consegui. Quando ela correspondeu, puxei seu corpo para mais perto e a beijei com mais vontade: mordia e chupava seus lábios enquanto a segurava pela nuca. Sofia começou a me puxar pela cintura e ficar ofegante com meus beijos. Quando tive certeza de que ela não recuaria, pedi novamente:
- Faz massagem, faz?
Deitei-me novamente e ela começou a brincar com meus seios, ora apertava com bastante força, ora apertava de leve, sempre beliscava os biquinhos, parecia encantada. Eu sentia tanto tesão que tinha que me controlar para não avançar em cima dela. Quando estava quase explodindo de excitação, tirei as mãos dela dos meus seios e a beijei, lentamente fui colocando uma das mãos sobre minha calcinha e pedi para que ela massageasse. Eu pude ver seus olhos um pouco assustados, mas seu corpo todo arrepiado me dizia que ela também queria. Sofia começou a me massagear lentamente, bem no meu clitóris.
- Assim tá bom? – sussurrou em meu ouvido
- Perfeito! – respondi
Joguei meu corpo para trás e me apoiei nos cotovelos, enquanto Sofia me masturbava de uma maneira só dela, maneira que quase me matava de tanto desejo. Comecei a soltar gemidos fortes e ofegantes, ela parecia muito empenhada em não parar de me dar prazer, olhava para minha calcinha como se fosse um obstáculo.
- Tira! – implorei
Mais do que depressa, Sofia tirou minha calcinha e voltou a me masturbar. Ficou me olhando, esperando para ver minha reação, que foi a melhor possível, já que, entre gemidos, pedi para que ela me comesse com toda a força. Não demorou muito para que meus gemidos virassem gritos e meu corpo começasse a convulsionar, anunciando o delicioso orgasmo que havia chegado. Demorei um tempinho para me acalmar e Sofia me olhava, impressionada, com um sorriso enorme nos lábios.
Satisfeita, deitei Sofia no tapete e comecei a beijá-la com carinho e a apalpar seus seios pequenos por cima da blusa. Cheia de tesão, tirei a blusa dela e me deparei com os bicos rosados apontando para mim, lambi de leve seu pescoço, descendo vagarosamente até chegar aos seios e começar a chupá-los com um pouco mais de força do que tinha previsto, mas Sofia gemia e se contorcia tanto, que continuei no mesmo ritmo.
Quando cheguei ao short, demorei ainda mais, passando a língua, provocando, descendo cada vez mais. Tirei o seu short, deixando-a somente com a calcinha rosinha que estava usando, vi uma mancha enorme na parte de baixo da calcinha, Sofia estava quase gozando e eu mal tinha começado. Fiquei orgulhosa do que tinha feito e comecei a chupar seu clitóris por cima do tecido, abri ainda mais suas pernas, para que pudesse fazê-la gozar com bastante vontade. Ela gemia alto, batia as mãos no tapete, cravava as unhas na almofada e a mordia.
Continuei ali, na doce brincadeira de provocá-la somente por cima do tecido da calcinha, imaginando como seria quando começasse a chupá-la de verdade. Sofia apertou os olhos e soltou um gemido alto, era seu gozo chegando, querendo inundar-lhe a calcinha. Aumentei a força e a velocidade de minhas chupadas por cima de sua calcinha, até fazê-la gozar, cravando suas unhas nos meus braços que envolviam suas pernas e trancando a respiração.
Seu corpo ficou parado um instante, sua respiração estava muito ofegante e ela nem abria os olhos. Achei graça naquilo, mas esperei ela voltar ao normal para poder continuar o que estava fazendo. Quando finalmente sua respiração voltou ao normal e ela abriu os olhos, dei um beijo em sua boca e perguntei:
- Pronta?
- Para quê? – perguntou, com os olhos arregalados
- Para começarmos! – respondi, rindo
Ela não entendeu o que eu quis dizer, por isso fui obrigada a dar uma demonstração. Tirei sua calcinha e passei a lamber suas coxas.
- Hum... Estou prontíssima. – afirmou.
Fiquei de quatro, entre as pernas de Sofia, apoiada nos cotovelos. Tirei sua calcinha e vi sua bocetinha linda, tinha uma fileira de pêlos clarinhos e algumas sardas. Passei a língua bem de leve por toda a extensão da vulva dela, arrancando um leve gemidinho de seus lábios. Em seguida, afastei seus grandes lábios com o indicador e o médio e passei a língua com toda a força, desde a entradinha até o seu clitóris, mas dessa vez, além de gemer, Sofia apertou minha cabeça contra sua boceta, fazendo ainda mais pressão. Ainda deixando os grandes lábios afastados, passei a tentar penetrá-la com minha língua. Ela continuava puxando minha cabeça, fazendo força para que minha língua entrasse. Fiz movimentos para frente e para trás, fazendo-a se contorcer inteira e implorar por mais. Comecei a alternar entre enfiadas de língua e chupadelas no clitóris. Quando meu anjo estava quase chegando ao orgasmo, me coloquei ao seu lado e comecei a enfiar-lhe os dedos com bastante força, mas meu cuidado era tanto que às vezes tinha a impressão de que ia desmontá-la, então diminuí a força de meus dedos. Lendo meus pensamentos, ela implorou:
- Mais forte, Carol! Por favor, mais forte!...
Diante daquele pedido, não me restou outra alternativa a não ser atendê-lo. Comecei a fodê-la com bastante força, seu corpo se projetava para frente e para trás. Já eram três os dedos que insistiam em sair e entrar dentro dela. Aquele anjinho se tornou uma verdadeira vagabunda, enquanto eu lambia sua orelha, ela me mandava fodê-la com mais força e rapidez, eu obedecia, mas ela sempre pedia mais. Voltei a ficar de quatro e a chupar o clitóris de Sofia enquanto a continuava comendo com meus dedos, ela puxava minha cabeça com uma das mãos e com a outra apertava um dos seios. Começou a rebolar em meus dedos, seu corpo era percorrido por constantes espasmos. Quando o orgasmo chegou, Sofia abafou os gritos com a almofada e me puxou pelos cabelos enquanto seu corpo tremia. Mal consegui me mover, tamanha a força que ela me segurava pelos cabelos. Tive de esperar seu corpo relaxar para poder beijá-la e abraçá-la.
- Foi a melhor despedida de minha vida – ela me confidenciou com um sorriso no rosto
Adormecemos ali, deitadas no tapete da sala, entre as almofadas.No dia seguinte, acordamos, fomos tomar um banho e agimos como se nada houvesse mudado. Saí do banheiro ainda de roupão, vi que as malas dela estavam prontas e Sofia preparada para a despedida.
- Obrigada! – disse ela me olhando no fundo dos olhos.
Percebi que aquele agradecimento valia por exatamente todas as coisas que havíamos feito juntas e por todas que estariam por vir...

C.R.

Conto originalmente publicado na Casa dos Contos

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